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Os desafios da Educação sempre foram gigantescos em todas as épocas da História Humana, não somente pela magnitude da travessia entre os universos conhecidos e a conhecer, passando pelos complexos registros racionais e emocionais, mas, sobretudo, porque educar é colocar o xadrez da sociedade e seus valores ainda arcaicos em xeque.

 

Em uma sociedade como a atual, em que todos os membros da família se dedicam em tempo integral (integral mesmo) ao trabalho e às ansiedades de um mercado caótico, a missão educadora da família ficou comprometida e “delegada”, na íntegra, à escola. Como se fosse possível que a escola pudesse suprir aspectos interpessoais e vínculos emocionais das relações familiares e seu ambiente particular e único de ajustes de caráter, temperamento, personalidade e comportamento.

 

Não bastasse esta delegação excessiva e abusiva que espera do professor mais do que lhe cabe, a hiperinformação criou a ilusão aos e-estudantes de que sabem muito, o que não é verdade.

 

O acesso a um gigantesco volume de informação não constitui, por si, conhecimento, não substitui a vivência, experiência e todos os demais aspectos pedagógicos da vida, parte significativa introduzida, também, em ambiente escolar.

 

Tenho visto professores com pânico de alunos muito “bem informados”. Trata-se de um equívoco.

 

A imensa maioria das informações que os alunos dispõem advém de buscas em mecanismos de pesquisa como o Google, por exemplo, que embora seja uma ferramenta maravilhosa, opera por algoritmos de popularidade (número de acessos), geolocalização (aquilo que está mais perto de nós tende a aparecer primeiro) e propaganda. Nenhum destes critérios implica qualidade da informação, credibilidade da fonte e aplicabilidade real.

 

Nossos alunos, surfistas da internet, só sabem surfar nas ondas rasas da superficialidade da Web e desconhecem seus aspectos mais profundos que, para serem bem aproveitados, demandam conhecimento profundo e/ou tutoria, mentoria e acompanhamento de um professor. É o professor, o profissional que reúne as condições, através do seu senso crítico experimentado, de separar o joio do trigo, então, somente então, os mecanismos de busca na web (Google, Yahoo etc.) tornar-se-ão uma verdadeira ferramenta para a educação.

 

Web, e-learning, tablets, lousas digitais, tudo isto é ótimo e bem vindo. Mas piano é instrumento, não há música sem pianista.

 

Educação não se faz sem professor, mesmo os chamados autodidatas, sempre basearam-se em professores informais.

 

Os canais da educação podem e devem ser múltiplos. O digital é importantíssimo e não pode e não deve ser visto com receio, medo e preconceito.

 

Não confunda o acesso à informação e o excesso de informação que seus alunos possuem com conhecimento. Nossa missão como professores é propiciar caminhos para a construção do conhecimento e da educação.

 

Seja um e-professor na era dos e-estudantes, esteja preparado para superar a hiperinformação com conhecimento e comunicação efetiva. Educação não é o que ocorre fora de nós, mas dentro de nós!

 

Autor: Carlos Hilsdorf, 15 de outubro de 2015


Fonte
http://www.administradores.com.br/artigos/academico/e-professores-na-era-dos-e-estudantes/91013/?ut

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